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Seguro um bloco e uma caneta nas mãos como que em justificação de aqui estar. Oh, eu sei o que poderia e provavelmente deveria estar a fazer. Consigo lembrar-me de duas ou três coisas mais úteis do que estar aqui sentada, a fitar um parque infantil, mas a vontade de aqui estar, agora, é maior. Nunca sentem esta necessidade de estar num sítio, a fazer determinada coisa, por mais disparatado que isso pareça? Pois bem, no caso de nunca o terem sentido, vejo-me em posição favorável para duvidar da vossa condição humana.
À medida que caminhava, entre os brilhos que a noite vai deixando sobre nós, ia pensando se serei esse tipo de pessoa, que começa tudo mas não acaba nada. É angustiante pensar que se pode ser um conjunto de pontas soltas que não vão dar a lado nenhum. Ainda mais que isso, assusta-me o dia em que acordar sem ter objectivos, nem um. Isso é que deve ser a morte verdadeira. E ainda é muito cedo para morrer...

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Segue o Capítulo 3!